Como é difícil perdoar, compreender, respeitar imediatamente aquele ou aquilo que ainda não conhecemos ou que não queremos conhecer, zelar pela paz e a harmonia própria e para com o nosso próximo…[…]Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.
A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não vê o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humanidade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral.
Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado, principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante[…]. – Irmã Rosália (Paris, 1860) (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p.232)
Precisamos sempre observar nossas atitudes, nossas palavras e nosso silêncio, tomar conta do que amamos, trazer para perto aqueles que nos odeiam, desprezam, tenham por nós qualquer sentimento contrário ao amor, por simplesmente não nos conhecer e vice-versa.
Agir com sabedoria!

